Cheguei em casa morto de fome. Deu tempo de ver umas cenas da novela (cara, Alinne Moraes é linda até na UTI com pescoceira) e jantar. Liguei o computador para fazer o TCC e quando vou lá fumar um cigarro rapidinho... Puf! Apagou a luz.Por um primeiro momento senti que um ataque cardíaco se aproximava. Eu estou em TCC e me falta luz um dia antes de apresentar o projeto? Daí a luz fraca se apagou de vez, e quer saber? Foda-se. Eu vou terminar esse cigarro, depois a gente vê o que a gente faz.
Tá, a luz não voltou. Eu poderia ter surtado, eu poderia ter tido um ataque de nervos,
As linhas de celulares ficaram um caos. Então não rolava ligar celular. O telefone aqui de casa é elétrico, ou seja, já era. Google e TV a cabo nem se fala. Então bora abrir a garrafa de vinho e chegar junto no sofá. Velas na mesa, vinho na taça e papo rolando. Eu estava em paz!
E o silêncio? A calma? O escuro? São Paulo finalmente calou a boca. Minha rua era um deserto mergulhado no escuro. Era como se meu apartamento de repente tivesse se transformado num sítio. Acabar a luz na sua rua é uma coisa. Acabar a luz numa metrópole de 16 milhões de pessoas é outra.
Decidi fazer um duet com meu irmão. Mas como meu teclado é elétrico e a gente não trabalha com piano, ficou inviável. Mas meu irmão sacou o violão e super rolou um luau na sala. Violão, velas e vinho. Que que eu tinha de obrigação pra fazer mesmo? Ah, deixa pra lá...
Hora do banho. Eu precisava de um banho, mas não queria água gelada. Foi aí que me lembrei da banheira aqui de casa. Pô, a gente tem banheira! Então enchi ela de água, fui lá na cozinha e esquentei 2 panelões de água quente. Joguei em cima e ficou morninha. Daí foi só levar umas 3 velas pro banheiro e tomar aquele banho onde só faltou Maria Fernanda Cândido junto comigo. Tudo bem, a taça de vinho estava cheia, pelo menos.
A casa estava leve. Não havia um pingo de energia elétrica. Dava pra ouvir os barulhinhos mais mínimos. Dava pra ouvir o silêncio. Acho que tive uma das melhores noites de sono de 2009. Simplesmente a escuridão e a tranquilidade. Desde os tempos de PCC atacando Sampa eu não via essa cidade de matraca fechada.
Faz de novo, Itaipu?






